Três pessoas foram indiciadas pelo naufrágio com a lancha Cavalo Marinho I, que matou 19 pessoas no dia 24 de agosto de 2017. São eles: o comandante da embarcação, o proprietário da empresa, e o engenheiro naval . Eles vão responder por homicídio culposo e lesão corporal culposa. O indiciamento ocorre após a conclusão do inquérito feito pela Polícia Civil, finalizado nesta terça-feira (10), mas divulgado nesta quinta, 12.

O naufrágio, ocorrido na Baía de Todos-os-Santos, próximo de Mar Grande (Vera Cruz), era investigado pela 24ª Delegacia Territorial (DT), na ilha. “Colhi cerca de 135 depoimentos de vítimas, tripulantes, do proprietário da empresa e do engenheiro naval, além dos 95 exames solicitados”, relatou o delegado Ricardo Amorim, titular da 24ª DT, em nota divulgada pela Secretária de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). O inquérito agora será analisado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que deve também analisar as provas e oferecer ou não a denúncia para a Justiça.

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), responsável pela fiscalização do transporte marítimo, não foi indiciada por falta de “nexo de causalidade” (vínculo entre a conduta do agente e o resultado ilícito), mas isso não significa que o órgão não seja indiciado após apuração do MP. Durante a coletiva, o delegado também informou que a embarcação tinha capacidade para 160 pessoas e que, no dia do acidente, tinha cerca de 120. Ele disse ainda que havia 160 coletes salva-vidas na Cavalo Marinho I. Quanto ao tempo, o laudo indicou que não havia chuva intensa no momento de saída da embarcação. A intensificação da chuva ocorreu uns 10 minutos depois.

A Tarde

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