Três das principais entidades sindicais se pronunciaram sobre a decisão da Ford de encerrar a produção de veículos no Brasil com a previsão de que a medida terá impacto sobre 50 mil empregos na cadeia produtiva em torno das três fábricas desativadas.

A IndustriAll Brasil, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical afirmam, em nota, que a saída da montadora seria consequência da ausência de um projeto de reindustrialização do País por parte do governo do presidente, Jair Bolsonaro.

Na segunda-feira, a Ford anunciou o fechamento das fábricas de Camaçari, aqui na Bahia e mais as de Horizonte, no Ceará e Taubaté em São Paulo. A empresa emprega cerca de 5 mil e trezentos trabalhadores nos três parques industriais.

Em nota, as entidades disseram que é incontestável a desconfiança interna e internacional e o descrédito quanto aos rumos da economia brasileira com o governo atual. Segundo as entidades, nenhuma empresa toma uma decisão como essa sem considerar o que chamaram de “total incapacidade do governo Bolsonaro”.

IndustriAll, CUT e Força Sindical também ressaltaram o fato de que a decisão da Ford ocorre após a montadora ter se valido de benefícios e isenções tributárias com base em regimes automotivos vigentes desde 2001.

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