Depois do recente episódio envolvendo a visita da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, quando um dos jornalistas do CQC tentou entregar uma máscara de Carnaval a Hillary causando confusão na coletiva de imprensa, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal pediu nesta quinta-feira (19) a limitação das atividades dos profissionais do programa da Band, Custe o Que Custar (CQC). De acordo com o Sindicato, os funcionários do CQC não seriam jornalistas, mas sim humoristas e que, por isso, não deveriam ser credenciados como imprensa. “Não nos consta que em qualquer outro lugar do mundo profissionais do jornalismo e humoristas recebam o mesmo tipo de credenciamento”, diz a nota. “Sem desmerecer o trabalho humorístico, consideramos que nossa sociedade carece, em maior grau, de informações de qualidade e, nesse sentido, defendemos sempre a preponderância da atividade jornalística sobre a humorística”, justificou o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Brasília em comunicado.

Os líderes sindicais ainda pediram um boicote ao CQC por meio das assessorias de imprensa alegando que “perante os abusos da equipe do CQC” são necessárias medidas das assessorias de imprensa para garantir as condições de trabalho dos jornalistas. O sindicato colocou seu departamento jurídico à disposição de jornalistas interessados em processar os humoristas por danos morais e físicos. “Também pedimos aos profissionais do CQC uma reflexão sobre seu modus operandi, para que levem em conta os princípios como respeito e profissionalismo”, conclui a nota. O CQC, que é exibido desde 2008 no Brasil pela mesma produtora do programa na Argentina, chegou a ter proibida a entrada no Congresso Nacional por algumas semanas, mas o Parlamento voltou atrás. (Terra)

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