Nos últimos três anos, de cada dez pessoas que buscam ajuda no Aprisco, cinco estão em recuperação. O Aprisco, localizado no Sítio Taitinga, na localidade de Rio das Pedras, na  zona rural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, acolhe pessoas viciadas em álcool e drogas, que desenvolvam algum tipo doença mental ou física por conta do uso execessivo de química.

O Centro Aprisco possui espaço para atender 20 mulheres e 100 homens e mantém parceria com o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e profissionais como psicólogos, psiquiatras e  outras instituições que, voluntáriamente, ajudam no atendimento às pessoas.

O espaço tem como objetivo acolher pessoas que são encaminhadas até o local e incentivá-las a aderirem a um tratamento. O pastor Reinaldo Barreto, que atua há seis anos no Aprisco, informa que o Centro de Recuperação surgiu a partir da inciativa de um jovem conhecido por Robson. “Ele teve alguns problemas e passou a direção para mim. Estou há seis anos à frente do Aprisco”, contou.

No Aprisco aparecem muitas pessoas que desejam sair das drogas, mas, infelizmente, não sabem como agir em busca de ajuda. Querem se tratar, mas não sabem onde e a quem recorrer. O Centro de Recuperação Aprisco funciona como um primeiro suporte.

Comida, banho, roupa limpa, conversa para quem quer conversar, tratamento contra a dependência, música e a palavra de Deus. A maioria das pessoas que busca ajuda no Aprisco foram recolhidas nas ruas, foram abandonadas pela família ou surgem em busca de ajuda e apoio. Quem chega ao fim do tratamento é livre para seguir seu próprio caminho ou continuar ajudando no Aprisco, colaboran com o projeto.

Mas há aqueles que chegam com a ‘alma ferida’, agredidas fisicamente e psicologicamente, à margem da sociedade ou longe do seio familiar. “Aí está uma ex-usuária de crack. Jesus mudou a história dela no Centro de Recuperação Aprisco e hoje ela está com a família”, comemora pastor Reinaldo.

Ofícios e atividades de inclusão social

No Aprisco os internos participam de várias atividades, como carpintaria e horta, dos cultos para ouvir a palavra de Deus, palestras, e também em projetos fora do Centro. Recentemente 20 internos ajudaram na restauração da estrutura física da 4a Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (4a Coorpin), com pintura e limpeza de toda área externa da Delegacia e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Ba Cidades

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *