A febre amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres.

Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos. A diferença está apenas nos transmissores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus e do gênero Sabethes.

Febre amarela Urbana e o Aedes aegypti 

Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano.

Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos.

O macaco não transmite a doença para os humanos, assim como uma pessoa não transmite a doença para outra. A transmissão se dá somente pelo mosquito. Os macacos ajudam a identificar as regiões onde estão acontecendo a circulação do vírus. Com estes dados, o governo distribui estrategicamente as vacinas no território nacional.

É importante intensificar o combate ao A. aegypti nas cidades, para prevenir um possível retorno da forma urbana da febre amarela. Teoricamente, a transmissão do agravo no ambiente urbano pode vir a ocorrer se uma pessoa doente for picada por um A. aegypti.

E não é só isso, agora já existem trabalhos demonstrando que o Aedes Albopictus também pode se infectar com a Febre Amarela . Embora necessitem de mais trabalhos para solidificar essa afirmação, é importante lembrar que esse mosquito , conhecido também como ” Tigre Asiático” é um importante vetor das doenças transmitidas pelo Aedes no mundo e tem como seu comportamento característico habitar áreas semiurbanas, ou seja pode ser ao ponte entre a transmissão Silvestre e Urbana.

Portanto, combater o mosquito é fundamental para reduzir o risco da reintrodução, assim como para enfrentar a Dengue, a Zika e a Chikungunya, lembrando que eliminar os criadouros é uma das principais formas de atacar o vetor.

Diferentemente das espécies silvestres, que colocam seus ovos nos ocos das árvores, o A. aegypti prefere os criadouros artificiais, comuns no ambiente urbano. Por isso, é preciso vedar as caixas d’águas, colocar tela nos ralos e guardar adequadamente os objetos que podem acumular água.

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