A Prefeitura informou que 200 mil pessoas curtiram a primeira noite de Festival Virada Salvador, nesta quinta-feira (28). Isso é menos da metade do que havia previsto: 500 mil pessoas por dia e 700 mil no dia da virada, próximo domingo (31).

Com 55 mil m² de área (onde, espremidas, cabem no máximo 330 mil pessoas), a Arena Daniela Mercury abrigou atrações como Pabllo Vittar e Gilberto Gil, na primeira noite.

Nesta sexta-feira (29), confrontada com os números pelo Leiamais.ba, a Prefeitura esclareceu que para o cálculo de 700 mil pessoas está levando em conta a rotatividade do público durante a festa e todo o entorno, não apenas o local reservado para os shows.

Gil

“Estou representando a velha guarda, e é muito importante nesse momento de mudança, de virada de ano”, disse o cantor e compositor baiano Gilberto Gil antes de começar a cantar “A Novidade”, e seu retrato fiel de um Brasil que avança em círculos.

Veio então, com o público dividindo a letra e as emoções, uma sequência de sucessos, ora de Gil, ora de outros, mas que já pertencem ao baiano por ser seu porta-bandeira há décadas, como Is this love (Marley), Woman no Cry (Marley) – cuja versão de Gil em nada deve ao clássico do reggae. E houve espaço ainda para Tempo Rei, Luxo Só (Ary Barroso).

Com Chiclete com Banana, de Jackson do Pandeiro, Gil avisou que iria desmistificar a relação entre música e idade. E deu sua mensagem para o novo ano: “quando cheguei aqui, mais cedo, um repórter me perguntou qual musica minha poderia representar nosso atual momento. Eu pensei um pouco, refleti, e respondi que, sem dúvida, seria esta canção”, e iniciou o dedilhado calmo de “A Paz”, dele e do pianista acriano João Donato.

Pablo Vittar

A transgênero Márcia Marci, 27, e o seu cachorrinho Coiote estiveram na apresentação de Pabllo Vittar, a drag queen mais escutada em todo o país. Sem dinheiro, mas com muita boa vontade, ela saiu de Grajaú, na Zona Sul de São Paulo, em direção a Salvador e utilizou a carona para viabilizar a viagem.

“Peguei duas caronas para chegar até aqui, mas não fiquei sem Pabllo. E a Coiote, que é trans igual a mim, me acompanha aonde eu vou. Já fomos ao show dela em Sampa, na última Parada Gay, e agora estamos aqui, tendo o prazer de acompanhá-la de pertinho. Para mim, Pabllo é uma bicha potente, que sabe trabalhar a força. Uma representação perfeita da feminilidade”, contou.

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