O líder do PP na Câmara, deputado federal Arthur Lira, negou que tenha conversado com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), sobre articular com o diretório nacional do partido uma migração da sigla para o grupo do democrata. E, em entrevista ao Bahia Notícias, o alagoano assegurou que, nacionalmente, a legenda não vai ter nenhuma interferência no diretório estadual. Com isso, o partido poderá escolher com quem vai marchar nas próximas eleições na Bahia. Na mesma linha, foi o também deputado federal e filho do vice-governador João Leão, Cacá Leão (PP-BA). Nesta quinta-feira (15), a coluna Satélite, do jornal Correio, publicou que Lira e Neto tiveram um encontro na capital baiana durante o Carnaval, no qual discutiram a costura que poderia tirar da base de Rui Costa um de seus principais apoios políticos. Em entrevista ao Bahia Notícias, o líder progressista confirmou a reunião com Neto, mas assegurou que tudo não passou de um encontro entre velhos amigos. “Eu fui à Bahia como fui muitas vezes. Tive o Carnaval todo em companhia do deputado Paulo Azi. Encontrei com o prefeito, que foi meu companheiro de liderança na época da Câmara, e com quem me dou muito bem. Encontrei com ele no camarote da prefeitura. Fui dar um abraço nele”, contou Lira. Ele ainda disse ter conversado sobre questões políticas com o prefeito, mas negou que tenha negociado qualquer tipo de articulação com o PP nacional para desfalcar Rui e fortalecer o grupo de Neto em uma eventual disputa pelo governo do Estado. Ainda segundo ele, a decisão de quem coliga, e com quem se coliga, é do diretório estadual. “Minha vontade é muito menor que a do pessoal aí. Se eles decidirem ficar com governador Rui Costa, ficarão. Se decidirem ir pro lado ACM Neto, também irão. A minha decisão pessoal em nada influenciará”, reforçou. O líder do PP na Câmara também destacou que o prefeito não fez nenhum pedido para que ele usasse sua influência junto à agremiação no plano nacional. “Isso é mais especulação política. É verdade que temos uma composição nacional com o DEM. Onde for possível fazer valer essa composição nos estados, nós vamos fazer. Mas nunca passando por cima de ninguém”, ponderou. Correligionário de Lira, Cacá Leão, sempre alvo de especulações de que estaria tentando levar o partido para a base de Neto, também adotou a mesma linha do colega. “Essas especulações são muito mais vontade de que as coisas aconteçam do que realmente coisas que estão acontecendo. Todo mundo tenta criar essa possibilidade. Nacionalmente, o partido não irá construir nada. A candidatura se constrói dentro do estado”, assegurou. No entanto, ele admitiu que o diretório nacional pode “incentivar” o estadual a abrir conversas com Neto. No entanto, disse não acreditar em imposição. “Não acredito que o PP faça isso pela relação que temos lá dentro. O PP pode querer incentivar a gente a dialogar, mas não há essa obrigação. O prefeito é meu amigo, o vice-prefeito é meu amigo, o presidente da Câmara de Vereadores é meu amigo. A gente se encontra, conversa, mas nunca conversamos sobre política estadual”, destacou, ao negar também que tenha sido procurado pelo grupo do prefeito ou tenha buscado Neto ou interlocutores para negociar uma migração. Ele ainda assegurou que o PP fica na base de Rui. “Nós estamos dentro de um processo em que temos um vice-governador. Não seria ético de nossa parte falar o contrário nesse momento. Nesse momento atual, não há possibilidade de sairmos. O governador tem explicitado que o vice-governador terá a posição que ele desejar na chapa”, declarou. 

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