A força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato começa 2016 com a perspectiva de durar pelo menos mais três anos e a meta de responsabilizar partidos cujos integrantes atuaram no esquema de corrupção na Petrobras. A área de comunicação da Petrobras e subsidiárias da estatal do petróleo também devem receber atenção especial.Reportagem do jornal Folha de São Paulo deste domingo (17), assinada por Flávio Ferreira e Juliana Coissi, informa que os procuradores avaliam que em quase dois anos de Lava Jato foi acumulado um ”estoque” de indícios de crimes que levarão a ”inúmeras operações” nos próximos meses.

O grupo deverá apresentar ainda no primeiro trimestre as primeiras ações criminais relativas ao crime de formação de cartel pelas empresas envolvidas no esquema. Em 2016, a força-tarefa em Curitiba também deve buscar parcerias com as procuradorias nos Estados que eventualmente receberem desmembramentos da Lava Jato.

”A Petrobras é um mundo muito maior do que a diretoria de abastecimento, de internacional e de serviços. Temos exploração e produção, gás e energia, comunicação e as subsidiárias”, afirmou Deltan Dallagnol, coordenador daequipe de procuradores.

Gastos milionários do setor de comunicação da Petrobras já motivaram denúncias dentro da estatal. Em 2009, a Folha de São Paulo revelou que produtoras de vídeos receberam R$ 4 milhões da estatal para trabalhar em campanhas eleitorais, em projetos autorizados pelo gerente de comunicação da área de abastecimento, Geovane de Morais. (Flávio Ferreira e Juliana Coissi/Folha de São Paulo)

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