A greve dos professores estaduais da Bahia continua sem resolução. Apósrecusar a proposta conciliatória feita pelo Ministério Público e manter a paralisação, o movimento entrou em conflito com o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PDT). No inicio da manhã desta segunda-feira Nilo declarou, em entrevista ao programa Acorda Para Vida, da Tudo FM, que pediria que os aproximadamente 60 professores que ocupam o saguão Deputado Nestor Duarte se retirassem do local até as 17h. O comunicado foi feito oficialmente pela Casa Militar da AL-BA na tarde do mesmo dia, contudo,os grevistas resolveram permanecer, mesmo com promessas de corte de água, luz e telefone. No início da noite, o presidente da AL-BA recebeu os líderes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) em seu gabinete. Os docentes pediram para continuar acampados por mais tempo alegando não causar incômodos, já que o período é de recesso parlamentar. Apesar da conversa, que durou mais de uma hora, o entrave não foi solucionado. O presidente da casa afirmou que não cederia aos apelos e informou que já havia protocolado o pedido de reintegração de posse na 6ª Vara da Fazenda do Tribunal de Justiça. O pedetista prometeu não usar força policial para expulsar os manifestantes, mas declarou que a situação não está mais sob seu comando. A decisão agora cabe ao desembargador Ruy Eduardo Brito, que deve se manifestar até o final de semana. Em entrevista ao Bahia Notícias a vice-coordenadora da APLB, Marilene Betros, informou que o movimento ainda não havia recebido nenhuma ordem judicial para deixar o local. “Vamos permanecer aqui. A Justiça ainda não nos intimou, então não tem nenhuma determinação”, disse. Segundo Marilene, os professores estão em alerta, mas o ambiente permanece pacífico. “O clima não é de tensão. Estamos tranquilos”, completou.

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