A liberação da posse de armas de fogo no Brasil foi criticada pelo senador Eduardo Girão (Pode-CE). O senador afirmou nesta quinta-feira (14), em Plenário, que o número de mortes será muito maior se o governo cometer o equívoco de facilitar o acesso às armas.

— A arma de fogo é um instrumento que foi concebido, no século 15, com um objetivo: matar. A gente não tem como dourar a pílula sobre isso. E eu acredito muito que um controle de armas rigoroso é o que um país, que realmente defende a vida, que defende realmente valores e princípios, deve adotar — afirmou o senador.

Ele mencionou dados estatísticos sobre o número de mortes por arma de fogo no Brasil e disse que dar o porte é o mesmo que “apagar o incêndio da segurança pública jogando querosene, jogando gasolina”. Segundo ele, as estatísticas comprovam essa linha de pensamento. Ele citou que 80% das pessoas que reagem a um assalto e estão armadas ou perdem a arma ou perdem a vida. Essa arma perdida, afirmou, vai migrar para o crime organizado.

Girão elogiou o Estatuto do Desarmamento, que considera bem-sucedido. Ele informou que o estatuto poupou 160 mil vidas, a partir da entrada em vigor, em 2003. Ele disse ainda que, para tornar a legislação mais eficiente, é preciso intensificar as fiscalizações.

— Precisamos reparar algumas falhas, com uma aplicação mais efetiva de blitz, de buscas e apreensões nas ruas para a retirada de armas ilegais. Isso não houve infelizmente, no Brasil, como política pública dos últimos governos, um foco na retirada dessas armas — avaliou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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