As medidas duras da prefeitura de Florianópolis contra a covid-19 estão surtindo efeito. A capital de Santa Catarina conseguiu estabilizar o número de doentes nos últimos 20 dias.

No dia 30 de abril foram registrados 103 doentes. Em 19 de maio esse número caiu para 90 pessoas com a doença.

No mesmo período, o número de mortos subiu de 6 para 7 pessoas. O de curados subiu de 309 para 506. (veja gráficos abaixo)

Para chegar à quantidade de doentes no momento, a prefeitura pega o total de pessoas que já contraiu coronavírus, diminui o número de curados e de mortos e chega a esse total.

Florianópolis tem conseguido estabilizar os números de doentes por COVID-19 nos últimos 20 dias. Esse dado é um bom indicativo, mas não uma vitória da cidade em relação ao contágio”, alertou Gean Loureiro, Prefeito de Florianópolis, em nota enviada ao SóNotíciaBoa.

Como

Gean ressalta que o resultado se deve às medidas duras que tomou a partir de 13 de março, um dia depois de Brasília, que fechou escolas no dia 12 de março.

“A principal delas foi o isolamento precoce. Já em 13 de março […] iniciamos o distanciamento social e, gradativamente, fomos restringindo a circulação das pessoas nos espaços públicos. Isso nos permitiu um bom espaço de tempo para equipar nossa equipe de saúde, treiná-los, colocar em funcionamento o primeiro serviço de telemedicina gratuito do país, comprar milhares de testes e iniciar uma testagem em massa e com mais sensibilidade”, afirmou.

Com a medida, foi possível “encontrar os casos positivos, isolar, e identificar os contatos dessas pessoas e também colocar em isolamento os que foram confirmados”.

Ele lembra que só depois de um mês começou a chamada “flexibilização” na cidade.

“Essa decisão só foi possível por meio de uma série de exigências, tanto em relação aos estabelecimentos, quanto à população. O uso obrigatório da máscara, por exemplo, tem alcançado um alto índice de adesão”.

Gean ainda não liberou o transporte coletivo na cidade e explica o motivo:

“Estamos com transporte coletivo ainda proibido, já que é um forte vetor de contágio. Os dados das próximas semanas nos dirão se devemos continuar nesse caminho, se devemos restringir mais ou flexibilizar mais” concluiu a nota.

Foto: divulgação / Prefeitura de Florianópolis
Foto: divulgação / Prefeitura de Florianópolis

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

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