Apesar de afirmar que é educado e não agressivo, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL) disse que, se voltasse no tempo, cuspiria novamente no também deputado Jair Bolsonaro (PSC).

O episódio aconteceu durante votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, em abril do passado. A declaração foi dada durante entrevista, divulgada nesta semana, concedida à jornalista Leda Nagle.

“Não sou agressivo, eu sou da paz. Eu sou educado, embora venha de família pobre, mas as pessoas têm que pensar que mais insultuosa é a apologia à tortura do que um cuspe na cara de um apologista da tortura (…) me arrepender, jamais, nunca. Se voltasse no tempo, faria tudo de novo”, declarou o parlamentar ao também afirmar que não se arrepende de nada que tenha feito na vida.

Jean falou que, naquele momento, estava no seu limite. “Cuspi na cara dele porque ele me chamou de queima rosca em uma sessão que votava o impeachment de uma presidenta democraticamente eleita e ele tinha acabado de fazer apologia à tortura no voto dele. Quando eu votei, ele me xingou de queima rosca. Eu sou vítima de uma violência por parte desse cara. Há seis anos que esse cara me insulta e me difama”.

O psolita disse que votará em qualquer candidato em 2018, que não seja Bolsonaro e que não quer nem imaginar a possibilidade dele ir para o segundo turno. “Em 2018, eu voto no candidato do Psol, provavelmente, Chico Alencar. Ele terá o meu voto. No segundo turno, eu voto em qualquer candidato contra a possibilidade do Bolsonaro chegar lá. Eu não quero sequer cogitar a possibilidade do Bolsonaro ir para o segundo turno, mas se ele for eu voto em qualquer candidato contra ele até mesmo João Doria (PSDB). Até mesmo em João Doria sou capaz de pensar em votar contra Jair Bolsonaro”, disparou.

Crise no Brasil

Jean falou sobre outros assuntos como o cenário atual do país. Disse que o país enfrenta uma crise política, econômica e ética. “Um momento sofrido”, lamentou. Ele tem esperança de que os brasileiros sairão “desse buraco”. “Já vivemos outros momentos ruins no país. A gente não pode entregar os pontos e achar que o Brasil não te jeito. Há esperança sim”, enfatizou.

Ele comentou sua história de vida. Segundo ele, sua mãe era empregada doméstica, seu pai alcoólatra, que na sua casa não tinha banheiro e que passou fome. Disse, ainda, que sofre menos homofobia do que outros gays por ser “deputado federal e morar em Copacabana”. “Sofro menos do que uma travesti preta da Rocinha e do que um pobre negro da Baixada Fluminense”.

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