A preocupação cotidiana com os resultados materiais como o aumento da produtividade, ampliação dos lucros e mais rentabilidade, tem feito com que o ambiente das empresas se torne cada vez menos saudável exatamente para aqueles que promovem todos esses resultados, os trabalhadores.

Essa avaliação é feita por estudiosos e pesquisadores que defendem a necessidade de uma maior preocupação com o bem-estar psicológico dos funcionários. É o que defende, por exemplo, o consultor e autor do livro ‘A Segunda Simplicidade: Bem-estar e Produtividade na Era da Sabedoria, Luciano Meira. Para ele, a preocupação com os resultados materiais sem atentar para as pessoas, mais prejudica do que favorece às organizações. “Nós vivemos uma era em que o valor principal é o resultado material. Se as organizações tivessem um olhar diferenciado e dissessem ‘vamos partir para o desenvolvimento mais integral das pessoas, sem nos preocupar agora com resultados de curto prazo?” Os resultados a longo prazo seriam infinitamente maiores do que são hoje. Eu digo que isso é um limitador do próprio capitalismo, do sistema que nós estamos vivendo. Não saber olhar para o ser humano com toda a sua potencialidade”, afirmou Meira.

Segundo o consultor, a falta de atenção com as verdadeiras competências de cada pessoa, faz com que os funcionários, e consequentemente as empresas, não desenvolvam todo o potencial possível.

Além de melhorar a vida das pessoas e o ambiente de trabalho, Meira considera que a atenção maior para o bem-estar dos funcionários acaba levando as empresas a descobrir novos produtos e serviços que poderão ser oferecidos aos consumidores, gerando resultados materiais ainda mais positivos.

 

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