Entidades do setor de papel e celulose da Bahia enviaram carta ao governador Rui Costa nesta quinta-feira (25). No documento, foram listados argumentos que destacam importância das atividades e o impacto no setor na sociedade. Por fim, a carta traz um pedido para que o governo libere a retomada das atividades. O documento foi assinado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), o Sindicato das Indústrias do papel, celulose, papelão, pasta de madeira para papel e artefatos de papel e papelão (Sindipacel) e a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf).

Na carta são elencadas a importância do setor de papel e celulose para o funcionamento de outros segmentos estratégicos e emergenciais em meio à crise do coronavírus. Entre os serviços apontados estão: Hospitalar, incluindo laboratórios, clínicas e hospitais, com a aplicação de produtos para exames e prontuários médicos, matérias prima para fabricação de cápsulas de medicamentos e máscaras cirúrgicas; farmacêutico, com embalagens de medicamentos e bulas; higiene pessoal, com a matéria-prima e a fabricação do papel higiênico, lenços, papel toalha e fraldas (inclusive geriátricas); produtos alimentícios, com embalagens e sacolas para entrega de alimentos; embalagens de papel, diversos tipos de produtos, incluindo produtos de higiene, limpeza e outros produtos essenciais; e imprensa, permitindo a divulgação de orientações e notícias sobre este momento crítico.

A carta destaca que as entidades apoiam a mobilização liderada pelo Governo do Estado para o enfrentamento da expansão do novo coronavírus. “O setor empresarial baiano não tem medido esforços para contribuir ativamente com as medidas enérgicas e importantes que têm sido tomadas neste momento tão delicado. Neste contexto, gostaríamos de solicitar especial atenção das autoridades estaduais para o segmento de papel e celulose”, diz trecho do texto enviado ao governador.

“Desde o começo da crise, portanto, há esforço para evidenciar que o setor produz bens que integram cadeias produtivas e de suprimento que são absolutamente essenciais, como as de alimentação, de medicamentos, de higiene e limpeza”, argumenta outro trecho da carta.

Por fim, as entidades pedem que possam ser excetuadas suas operações agroindustriais, sob argumento de que a partir delas será possível a continuidade das atividades e a normalidade das cadeias de suprimentos de que os produtos participam.

BN

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *