Embora a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa aconteça daqui a três meses, a declaração antecipada do presidente Marcelo Nilo (PDT) – já prevista nos corredores – de que irá concorrer pela quarta vez mexeu com os bastidores políticos da Casa. Os líderes do governo e da oposição minimizaram, mas pontuaram que a eleição ainda deve ser tratada nas bancadas. Opositor à reeleição de Nilo, há dois anos atrás, Zé Neto (PT), que comanda o grupo governista, disse que prefere desta vez permanecer distante do debate para não afetar o clima da bancada. Já o oposicionista Paulo Azi (DEM) disse que ainda pretende sentar com a minoria para debater uma posição única. Entretanto, deixou claro que “não há vetos, nem preconceitos” a qualquer nome ou partido. Questionado se a oposição lançaria alguém, ele procurou ser realista, sem desmerecimento ao grupo. “Não temos votos para vencer, mas é claro que vamos influir no candidato vitorioso”, destacou. Líder do PSD, segunda maior bancada na Casa, o deputado Gildásio Penedo não quis externar qualquer contrariedade em relação ao projeto de reeleição de Nilo e procurou ser cauteloso sobre a possibilidade de lançamento de algum nome de seu grupo. Tribuna.

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