A Defensoria Pública da União solicitou o adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcadas para acontecer nos dias 17 e 24 de janeiro, na versão impressa, e 31 de janeiro e 7 de fevereiro na versão digital.

Segundo informações do Portal G1, a Defensoria Pública da União entrou com uma ação contra o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é responsável pela aplicação das provas. A ação também é assinada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Educafro.

No documento, a Defensoria alerta que o Enem está agendado exatamente no pico da segunda onda de infecções pelo coronavirus e afirma que não há clareza sobre as providências adotadas para evitar a contaminação dos estudantes que farão as provas e dos funcionários que irão aplicar o exame.

Na quinta-feira da semana passada, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, disse que o Inep se preparou para fazer uma prova em ambiente de pandemia e que as condições de aplicação são adequadas, mas a Defensoria Pública da União afirmou na ação que não há maneira segura para a realização de um exame com quase seis milhões de estudantes neste momento, durante o novo pico de casos de Covid-19. A Ação Civil Pública impetrada pela Defensoria tem como có-autor o Ministério Público Federal.

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