Cinco pessoas foram presas durante a operação “Borda da Mata”, deflagrada nesta quinta-feira, 4, para combater um esquema fraudulento de sonegação fiscal no sul da Bahia. De acordo com a auditora fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Sheila Meirelles, o proprietário da empresa Comercial Rio Bahia, Perivaldo Machado de Vasconcelos, apontado como líder do grupo, foi detido no município de Jequié (a 365 km de Salvador). Os filhos dele Péricles, Luan e Silva Souza de Vasconcelos também foram presos, além de Neudjane Freitas Novaes.

“Neudjane administrava com ele (Perivaldo) a prática (criminosa), tinha conhecimento do esquema e lucrava com ele”, explicou a auditora fiscal. Sheila explica que o grupo comprava e vendia mercadorias usando empresas em nome de “laranjas” para sonegar os impostos.

De acordo o Ministério Público, o grupo é formado por 12 empresas em nome de “laranjas”, que atuam principalmente nos ramos de fabricação de açúcar de cana refinado, distribuição de gêneros alimentícios em geral e  transporte rodoviário de cargas. O esquema funcionava entre 1990 e 2014.

A estimativa de prejuízo é de R$ 27 milhões, mas Sheila destaca que os documentos coletados durante a ação serão analisados para verificar se o valor é ainda maior.

A investigação apurou constituição ou compra de empresas em nome de familiares e de empregados sem condições econômicas para tanto; simulações sucessivas de alterações nos contratos sociais das empresas, para modificar os quadros societários e confundir a fiscalização; realização de compras e transporte de mercadorias diversas, cujos veículos fogem da fiscalização por meio de desvios localizados próximos aos postos fiscais; indícios de blindagem patrimonial, por meio de doação de bens a familiares; e emissão de documentos fiscais em nome de empresas fictícias.

Além das prisões, a operação cumpre 11 mandados de condução coercitiva e nove de busca e apreensão. A ação acontece em Jequié, Vitória da Conquista, Ibicuí e Itamarí, nas regiões Sudoeste e Sul da Bahia. A operação é realizada por uma força-tarefa envolvendo o MP, a Sefaz e a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Fonte: A tarde

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