A Páscoa está chegando e fazer um agrado para seu cachorro ou gato pode ter um efeito prejudicial à saúde do animal. Segundo a médica-veterinária da La Pet Cuisine, Juliana Fernandes, o chocolate é um dos principais alimentos que estão proibidos de ser consumidos pelos animais.

Além de ricos em gorduras e açucares, os chocolates – principalmente os mais puros, amargos e meio amargos, possuem cafeína e uma substância chamada teobromina, que pode causar intoxicação em cães.

“Em grandes quantidades no organismo do animal, a teobromina vai causar excitação, aumento da pressão arterial, arritmias cardíacas, tremores e incontinência urinária. Já a cafeína vai levar ao aumento da frequência cardíaca e respiratória, hiperexcitabilidade, tremores e por vezes convulsões. Em casos mais graves, a ingestão de chocolate pode levar a convulsões e morte”, explica a veterinária.

Até pequenas quantidades podem ser prejudiciais principalmente para cães de pequeno porte. “Não há doses seguras recomendadas para ingestão dessas substâncias. Estima-se que um cão de 3kg já apresenta sinais de intoxicação grave com aproximadamente 110gs de chocolate.”

Embora o chocolate seja o grande vilão para os animais nesta Páscoa, a médica também faz um alerta para outros tipos de alimentos que estão proibidos para consumo, como: cebola, uvas, carambola, macadâmias, alimentos com açúcar refinado e farinha branca. “Alguns dos ingredientes citados são perigosos apenas em longo prazo, enquanto outros podem causar reações adversas imediatamente após o consumo”, explica.

Petiscos são seguros?

Para Juliana Fernandes a resposta é sim, desde que em pequenas quantidades e calculados por um veterinário nutrólogo ou zootecnista. “No geral, indicamos que a quantidade diária não ultrapasse 10% da ingestão calórica do dia, que deve ser reduzida do consumo de alimento do animal”, sugere.

Para a diretora da Pet Model Brasil, Deborah Zeigelboim, que diariamente acompanha pets em produções publicitárias, o bem-estar do animal faz diferença para desempenhar suas atividades de rotina. “Sempre orientamos e nos preocupamos sobre a alimentação saudável dos pets que trabalham conosco. A qualidade de vida deles deve estar em primeiro lugar”, afirma.

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