A velocidade do avanço do novo coronavírus vem preocupando porque o sistema hospitalar não vai ser capaz de suportar o número de infectados que precisem de atendimento.  No caso das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que se fazem necessária em casos mais graves, o cenário é dramático, sobretudo em áreas do Nordeste e na região metropolitana do Rio de Janeiro, que podem ser os primeiros locais a sofrer com um colapso. As informações são do Metrópoles.

De acordo com estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps) mostra que, em um cenário no qual 9% dos brasileiros peguem Covid-19 ao mesmo tempo e 5% deles precisem de UTI por cinco dias, 53% das regiões de saúde precisariam do dobro de leitos.

No entanto, este cenário pode ser até otimista e a realidade ser pior, já que o Ministério da Saúde projetou que a epidemia só começará a perder força no Brasil quando 50% de população for infectada.

“A falta de UTIs no Brasil é um problema estrutural, que, de repente, o país precisa resolver com urgência”, avalia o médico sanitarista Adriano Massuda, um dos autores da pesquisa e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo. “Temos que, ao mesmo tempo, correr muito atrás do prejuízo e adotar medidas que impeçam que muitas pessoas se infectem ao mesmo tempo e sobrecarreguem ainda mais o sistema”, completou.

BN

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