O fornecimento vacina pentavalente está parcialmente interrompido em postos de saúde, depois que doses compradas pelo Ministério da Saúde foram reprovadas no teste de qualidade feitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) no mês de julho.

Em nota ao Metro1, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) confirmou que em média 60 mil doses da pentavalente deveriam ser distribuídas mensalmente no estado. 

A vacina deve ser aplicada em bebês de dois a seis meses, para prevenção a cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, a transmitida pela bactéria haemophilus influenza tipo B (responsável por infecções no nariz e na garganta) e hepatite B.

O Ministério da Saúde informou, também em nota ao Metro1, que o abastecimento das doses deve ser normalizado a partir de novembro, quando o Sistema Único de Saúde (SUS) fará busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade, entre os meses de agosto e novembro, para vaciná-las.

“O Ministério da Saúde solicitou a reposição do fornecimento à OPAS. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. A compra de 6,6 milhões de doses começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil”, diz o comunicado. 

Ainda segundo o ministério, por se tratar de um imonubiológico, diferentemente dos medicamentos sintéticos, a vacina não tem disponibilidade imediata.

A pasta afirma ainda que não há dados sobre uma emergência epidemiológica no Brasil das doenças cobertas pela vacina pentavalente. “Ainda assim, neste momento, os estoques nacionais são suficientes para realização de bloqueios vacinais, caso surtos inesperados apareçam. O sistema de vigilância à saúde monitora continuamente o tema a emitirá os alertas se estes forem necessários”, completa.

METRO 1

Foto : Erasmo Salomão/ Ministério da Saúde

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