Aliados do presidente Michel Temer querem que a votação da reforma da Previdência seja retomada em 2019, no próximo governo. Ainda não é consenso, de acordo com a Folha, mas a ideia já convenceu partidos que possuem pelo menos 173 deputados, dos 513 que compõem a Câmara. Parlamentares do PSDB, PR, PSD, DEM, PRB e PP dizem não ter segurança de que o governo conseguirá aprovar a proposta, considerando a proximidade das eleições 2018 e a previsão de qe o governo só conseguiria aprovar uma reforma mínima. “Não é hora. Falei isso para o presidente numa conversa, há um mês.Disse ‘esqueça esse assunto de Previdência'”, lembrou o líder do PSD, Marcos Montes (MG). Os aliados do presidente avaliam que o tema só se tornaria uma prioridade depois que fossem tiradas do caminho a denúncia contra Temer e a reforma política. Por outro lado, alguns aliados também defende que a agenda da reforma seja mantida, ainda que para votar uma versão mais flexível da nova Previdência. “Já não tínhamos os 308 votos. Se for necessário, é pouca coisa para conseguir a aprovação”, observou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Antes do agravamento da crise política, o governo contabilizava 260 votos dos 308 necessários para aprovar a matéria. O presidente do PP, senador CiroNogueira (PI), defende a votação neste ano do que “for possível”, por considerar irresponsabilidade com o país não tratar do assunto. O deputado Baleia Rossi (PMDB-SP) defendeu que Câmara e Senado discutam juntos qual texto tem condições de ser aprovado – o da comissão ou a proposta original – para que uma casa aprove e a outra engavete no final.

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